Live-action de Look Back é selecionado para competição no Festival de Cinema de Veneza
O live-action de Look Back, baseado no one-shot de Tatsuki Fujimoto (Chainsaw Man), foi selecionado para a competição oficial do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece entre 2 e 12 de setembro em Veneza Lido, na Itália. A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (23 de julho) pela organização do festival.
Dirigido por Hirokazu Kore-eda (Shoplifters, Our Little Sister), o filme já havia sido exibido no 79º Festival de Cannes em 15 de maio, mas a seleção para a competição em Veneza representa um passo importante na temporada de premiações europeia. Kore-eda assina também o roteiro e a edição.

Pôster do live-action de Look Back | Créditos: ©Tatsuki Fujimoto/Shueisha ©2026 Look Back Film Partners
Além de Veneza, o longa também terá sua estreia na América do Norte no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), que ocorre entre 10 e 20 de setembro. A programação completa do TIFF será divulgada em 11 de agosto.
Distribuição internacional
A GKIDS adquiriu os direitos de distribuição do filme para os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Irlanda, com lançamento nos cinemas previsto para ainda em 2026. A informação reforça a aposta da distribuidora — conhecida por trazer O Menino e a Garça, Your Name e outros sucessos da animação japonesa ao circuito internacional — no potencial de Look Back como um título de prestígio para a temporada.
A trilha sonora do filme é composta por Yūta Bandō (também creditado como Taku Matsushiba), conhecido por BELLE e Kaiju No. 8.
O fenômeno Look Back
O one-shot original de Fujimoto foi publicado na Shonen Jump+ em julho de 2021 e ultrapassou 2,5 milhões de visualizações no primeiro dia. A adaptação em anime dirigida por Kiyotaka Oshiyama estreou nos cinemas japoneses em junho de 2024, vendendo 135 mil ingressos e arrecadando 227 milhões de ienes (cerca de US$ 1,4 milhão) nos primeiros três dias.
A versão live-action mantém a essência da história: duas garotas com talentos artísticos opostos que formam uma parceria criativa improvável, com as alegrias e os custos emocionais da ambição artística no centro da narrativa. Kore-eda, um dos diretores japoneses mais premiados da atualidade, parece um encaixe natural para o material.